Home / Agência Áfricas / 25 de julho marca luta da mulher negra, latino-americana e caribenha

25 de julho marca luta da mulher negra, latino-americana e caribenha

Profa Eliza Lucas

O dia 25 de julho celebra o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A data foi criada em 25 de julho de 1992, durante o primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, como marco internacional da luta e da resistência da mulher negra.

Cerca de 200 milhões de pessoas que se identificam como afrodescendentes vivem na América Latina e no Caribe, e são os mais afetados pela pobreza, marginalização e pelo racismo, que atingem ainda mais as mulheres negras.

No Brasil, a data também é nacional, foi instituída por uma Lei de 2014, sancionada pelo Governo Federal, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Tereza de Benguela foi uma importante líder quilombola que viveu durante o século 18. Os quilombos eram formados por aldeias de escravos que fugiam das fazendas. Ela era casada com José Piolho, que chefiava o quilombo do Piolho ou Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso. Quando o marido morreu, ela assumiu o comando da comunidade, revelando-se uma líder.

Leia também:   Stephanie Ribeiro: Tirem as mãos da nossa macumba

A rainha Teresa comandou a estrutura política, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou resgatadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra eram transformados em instrumentos de trabalho, pois eles sabiam usar a forja.

O Quilombo do Quariterê tinha um parlamento e um conselheiro para a rainha. Também desenvolvia agricultura de algodão e possuía teares, onde se fabricavam tecidos, que eram comercializados na vila, como também os alimentos excedentes.

Com a falta de mão de obra e fugas de escravos cada vez mais frequentes, os proprietários das minas, apoiados pelo governador, criaram uma missão para capturar os fugitivos. As comunidades foram destruídas, muitos negros foram mortos, torturados e aprisionados.

Tereza de Benguela foi presa numa emboscada e morreu por inanição alguns dias depois da captura.

x

Check Also

Stephanie Ribeiro: Tirem as mãos da nossa macumba

Por Stephanie Ribeiro Do Revista Marie Claire Cuidado ...