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Feira Preta abre eventos reunindo personalidades em Bate-papos por São Paulo

Agência Áfricas de Notícias

Festival do Livro de São Miguel – 

Datas: 08,09,10 de Setembro

Local: Universidade Cruzeiro do Sul

 

08 de novembro

Painel 1 –  40 Anos dos Cadernos Negros: Construção de uma Trajetória em promoção da literatura negra brasileira:

O Quilombhoje Literatura, grupo paulistano de escritores, foi fundado em 1980 por Cuti, Oswaldo de Camargo, Paulo Colina, Abelardo Rodrigues e outros com o objetivo de discutir e aprofundar a experiência afro-brasileira na literatura.

O grupo tem como proposta incentivar o hábito da leitura e promover a difusão de conhecimentos e informações, bem como desenvolver e incentivar estudos, pesquisa e diagnósticos sobre literatura e cultura negra.

No ano de 2017 o Quilombhoje completa 40 anos de história marcada por uma rica atuação voltada para a área editorial e de promoção da cultural negra.

 

Proposta: Encontro de histórias: Autores, Leitores e incentivadores da literatura negra.

Painelistas:

Cuti, é pseudônimo de Luiz Silva. Nasceu em Ourinhos-SP. Formou-se em Letras (Português-Francês) na Universidade de São Paulo, em 1980. É mestre em Teoria da Literatura (1999) e doutor em Literatura Brasileira (2005), pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Foi um dos fundadores e membro do Quilombhoje-Literatura de 1983 a 1994 e um dos criadores e mantenedores dos Cadernos Negros de 1978 a 1993, série na qual publicou seus poemas e contos em 38 dos 39 volumes lançados até 2016. Tem também publicado diversos textos em outras antologias, incluindo ensaios. É autor dos livros Kizomba de Vento e Nuvem, de 2013, e de Contos Escolhidos, coletânea publicada em 2016, dentre diversos outros.

Esmeralda Ribeiro, é jornalista, escritora e pesquisadora da literatura afro-brasileira. É integrante, desde 1982, do Quilombhoje Literatura, grupo de escritores afro-brasileiros sediado em São Paulo. Tem trabalhos publicados em 35 antologias no Brasil e no exterior. Sua atuação no sentido de incentivar a participação da mulher negra na literatura tem sido constante.

Apesar de não ser uma das fundadoras da série Cadernos Negros ou do grupo Quilombhoje, há mais de vinte anos tem, juntamente com Márcio Barbosa, organizado e editado a série e coordenado o grupo, dois projetos que têm tido resultados gratificantes. Idealizou, junto com Vera Lúcia Barbosa, o “Sarau Afro Mix”, evento multimídia com mini palestra, roda de poesia e performance de dança. Também com Márcio concebeu o “Xirê de Palavra & Poesia Afro”, com palestras sobre a literatura afro-brasileira e declamações de poemas destinadas a crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares.

É autora do livro Malungos & Milongas (conto) e co-autora do  livro Gostando Mais de Nós Mesmos, sobre autoestima e questão racial, dentre outros.

Márcio Barbosa, Nasceu em São Paulo, SP, onde reside atualmente. É pesquisador e um dos coordenadores do Quilombhoje. Fez as entrevistas e os textos do livro “Frente Negra Brasileira” e é um dos responsáveis pelo documentário e livro “Bailes – soul, samba-rock, hip hop e identidade em São Paulo”. Também, junto com Esmeralda Ribeiro e Niyi Afolabi, organizou os livros “Afro brazilian mind” e “Black notebooks” (versão em inglês de “Cadernos negros”), lançados nos EUA.

Raquel Garcia, Nasceu em São Paulo. É professora de História da rede pública. A inquietação é o que move sua escrita. Desde 2009 publicaseus textos em blog pessoal: akewipreta.blogspot.com.br. Também tem publicado seus textos em Cadernos Negros.

Mediação: Bruno Gabiru, Nasceu dias após a soltura de Nelson Mandela, em fevereiro de 1990, em São Paulo, SP, onde vive até o momento. É poeta, escritor, artista plástico e atualmente está cursando Artes Visuais. Gosta de garimpar constantemente títulos em sebos e livrarias espalha das pela cidade em busca de antigos/as e novos/as escritores/as para se banhar no imenso rio da literatura negra, seja ela feita no Brasil ou na diáspora. Publica alguns de seus trabalhos em sua página no facebook:https://www.facebook.com/gabiru.negrart/

 

09 de novembro

Painel 2 – : Bate Papo de Jornalistas: Por uma Comunicação Preta

Texto Por Bruna Rocha e Beatriz Vieira (Portal Geledés)

A comunicação é a condição através da qual a humanidade se desenvolveu culturalmente ao longo do tempo, sendo assim, todas e todos têm e exercem a capacidade de se comunicar e produzir cultura, sobretudo em seus locais de vivência. Entretanto, desde que este fenômeno social se estruturou em uma indústria, ou seja “nos veículos de comunicação”, o que menos se têm feito é potencializar esta capacidade inata do ser humano.

Por muito tempo, muitas organizações progressistas negligenciaram o papel dos meios de comunicação nos processos sociais, enquanto isso, este modelo capitalista, patriarcal, classista e racista produziu e continua produzindo efeitos devastadores, sobretudo em  países onde, historicamente, a população não teve acesso à educação de qualidade e vive em situação de desigualdade, como é o caso do Brasil, onde exerce uma influência desmedida.

Painelistas:

Pedro Borges, hoje com 25 anos, é formado em jornalismo pela Unesp, jornalista da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas (INNPD) e jornalista e co-fundador do portal Alma Preta, um portal influente que traz diversos temas relacionados ao mundo negro, especialmente trazendo matérias relacionadas ao empoderamento negro, à construção de uma identidade negra positivada e denúncia/combate ao racismo.

Pedro Henrique Cortes ou PH Côrtes é um jovem negro de classe média que poderia ligar a câmera e fazer um canal falando sobre futebol, tênis bacanas, como muitos da idade deles fazem. Porém, com o apoio da família e muita curiosidade sobre sua ancestralidade, o garoto de 13 anos, que tem uma desenvoltura impressionante em seus vídeos, apesar da assumida timidez, resolveu fazer do seu canal no YouTube PH Côrtes, um espaço de reflexão e crítica sobre questões relativas à comunidade negra. Um dos destaques é sem dúvida, a série “Meus heróis negros brasileiros”.

Juliana Gonçalves, Mulher negra e mãe. Jornalista formada pela Universidade Mackenzie. Atuou como Coordenadora de Comunicação do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades (CEERT), onde escrevia sobre direitos humanos com ênfase na área de educação interseccionada com raça e gênero. Como militante, integra a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo (COJIRA). É pós-graduada em Jornalismo Literário. Junto com outras mulheres negras articulou e organizou a Marcha das Mulheres Negras que ocorreu em Brasília, em 2015. Atualmente é repórter do Brasil de Fato.

José Nabor Jr. jornalista e fotógrafo  do projeto O MENELICK 2º ATO – AFROBRASILIDADES & AFINS que nasceu em maio de 2010. A revista é o mais importante braço da MANDELACREW COMUNICAÇÃO E FOTOGRAFIA, que desenvolve trabalhos de redação jornalística, publicitária, assessoria de imprensa e fotografia.  O nome é inspirado em um jornal – O Menelick – vinculado ao que se convencionou chamar de “Imprensa Negra” e que circulou em São Paulo nos anos 1910. Seu idealizador à época foi o poeta Deocleciano Nascimento.

Leia também:   “É um desafio ser uma negra e índia que se atreve a escrever”, diz Cláudia Canto

Oswaldo Faustino, jornalista desde 1976, além de escritor e estudioso de relações étnico-raciais. Atuou como repórter em rádio, TV, revistas e vários jornais, como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, e como editor de Cultura do Diário Popular. É coautor (com Aroldo Macedo) dos livros A cor do sucesso (Gente, 2000), Luana, a menina que viu o Brasil neném (FTD, 2000), Luana e as sementes de Zumbi (FTD, 2007) e Luana, capoeira e liberdade (FTD, 2007) e dos gibis Luana e sua turma (Editora Toque de Mydas). É autor dos livros Nei Lopes da coleção Retratos do Brasil negro, e A legião negra – A luta dos afro-brasileiros na Revolução Constitucionalista de 1932 ambos editados pelo Selo Negro Edições. Colaborador da revista Raça Brasil desde sua criação. Tem proferido palestras e ministrado minicursos para educadores sobre formas práticas de aplicação da Lei nº- 10.639/03. Participou da TV da Gente, de Netinho de Paula, escrevendo e produzindo histórias, que apresentava no programa infantil da emissora interpretando o personagem Tio Bah.

Mediação Claudia Alexandre, Radialista e Apresentadora TV; Gestora em Eventos (SENAC); Docente da Fac. HOTEC; Graduada em Comunicação Social-FIAM–SP; Especialista em Ciências da Religião e Mestranda em Ciências da Religião (PUC-SP); Pesquisa Cultura Afro-brasileira (símbolo,rito e memória). Membro da COJIRA (Sind. Jornalistas-SP)e da Rede das Culturas Populares e Tradicionais. Em 2014, foi comentarista do Carnaval de SP, pelo Canal VIVA (GLOBOSAT). Coordenadora do Portal Áfricas e Apresentadora Programa PAPO DE BAMBA.

10 de novembro

Painel 3:  Por uma educação infantil mais inclusiva

Texto Por  Daniele Galvani do Nascimento via Guest Post para o Portal Geledés 

Os espaços de educação infantil são característicos pela ampliação do convívio social, que deixa de ser prioritariamente a família e estende-se aos colegas e profissionais da escola. Esse contato proporciona à criança uma gama de relações sociais com seus pares e com adultos, com diferentes subjetividades, etnias, gêneros e identidades, relações essas que somam grande influência na formação de sua própria identidade e autoimagem. Se antes a criança era vista como um “adulto em miniatura”, com os estudos da sociologia da infância, a partir da década de 1990, desenvolve-se uma teoria do desenvolvimento infantil que reconceitua o lugar das crianças na sociedade, relacionando o conceito de infância com uma construção social. As análises sociológicas demonstram interesse pelas crianças por seu papel de sujeitos e atores sociais, e não mais como objetos passivos, e que devem ser analisadas por variáveis como classe social, gênero e etnia.

O painel “Por propõem uma reflexão acerca dos avanços no campo da inclusão da diversidade racial nas escolas.

Painelistas convidadas:

Dra. Waldete Tristão: Doutora em Didática, Práticas de Ensino e Teorias Escolares pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP). Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) e graduada em Letras e Pedagogia. Ex-bolsista do Programa de Bolsas para Iniciação Científica/ Conselho Nacional de Pesquisas – PIBIC/CNPq na graduação em pedagogia e ex-bolsista do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford – International Fellowships Program, no mestrado. Suas principais atividades profissionais relacionam-se à docência na educação infantil e em cursos de formação contínua e continuada para a gestão (direção e coordenação pedagógica) professores da educação básica e, com enfoque nas relações raciais, com destaque para o programa São Paulo: educando pela diferença para a igualdade realizado entre os anos de 2004 e 2006 pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de São Carlos (NEAB/UFSCAR) e Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEESP)  para a implementação e aplicação da Lei 10.639/2003 . Atuou ainda como consultora do Centro de Estudos e Relações do Trabalho e Desigualdades (CEERT), diretora e coordenadora pedagógica em Centros de Educação Infantil (CEI) e Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI ) da Prefeitura do Município de São Paulo entre os anos de 2000 e 2013.

Luciana Bento, mulher, negra, mãe, esposa, cidadã, professora, pedestre, motorista, filha, cientista social, mediadora de leitura, estudante, livreira, neta, ouvinte, madrinha, consumidora, vizinha, telespectadora, leitora, amiga, consultora, militante,  blogueira. Todas elas juntas num só ser. Luciana é socióloga e educadora e editora na empresa  Ciclo Contínuo Editoral. Idealizadora da Iná Livros, uma livraria especializada em diversidade e protagonismo negro e criadora do projeto 100 meninas negras, uma lista temática com livros infantis que apresentam meninas negras em posição de destaque. Realiza formações em escolas sobre literatura, diversidade e formação de leitores.

Jaciana Melquiades,  Mulher Cis negra; Educadora, formada em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Casada; Mãe do Matias, hoje empresária, atuou profissionalmente como Coordenadora de Educação no Núcleo Estadual de Saúde do Adolescente na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NESA-UERJ).A maternidade e o trabalho com Educação Afirmativa Afrocentrada em territórios de favela, em que a população negra é majoritária, e dentro do Coletivo Meninas Black Power, do qual faz parte desde 2013, estimularam o desenvolvimento da Empresa Era uma vez o Mundo, onde é Sócia-fundadora e CEO.   Era uma vez o Mundo: uma Empresa que desenvolve representatividade através do afeto.  O  objetivo é criar elementos positivos dentro do universo infantil, para que crianças negras se vejam protagonistas do Mundo em que vivem, e possam contar as suas narrativas dentro de um contexto em que o respeito seja orientado pela diversidade.

Mediação: Clélia Virginia Rosa – Pedagoga e Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Seu campo profissional envolve a docência nos cursos de graduação em Pedagogia e em cursos de formação continuada para gestores/as e professores/as. O principal eixo do seu trabalho e pesquisas engloba a Infância nos seguintes temas: educação infantil, culturas infantis, formação de professores e metodologias de promoção da igualdade racial. Suas atividades profissionais têm sido como professora no curso de Especialização em Educação Infantil na Universidade Metodista de São Paulo no ano de 2014; consultora do CEERT na Avaliação das Práticas Pedagógicas do 7º Prêmio Educar para Igualdade Racial e de Gênero edição 2015; formadora de Culturas infantis e as relações étnico-raciais, aos/as professores/as e gestores/as das Unidades Educacionais da Diretoria Regional de Educação-Campo Limpo/SP, desde 2015 e, atualmente, foi a pedagoga responsável pelo Centro de Referencia de Promoção da Igualdade Racial da cidade de São Paulo no ano de 2016.

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