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Maria Felipa: Heroína da Independência (13/31)

No dia 13 dos 31 no #julhodaspretas nos dedicamos a falar da biografia de Maria Felipa de Oliveira, conhecida a “Heroína Negra da Independência” pela população da Ilha de Itaparica na Bahia. Poucos sabem, mas esta mulher foi uma importante lutadora no processo de independência da Bahia, único estado em que a independência se deu por luta armada no Brasil.

No livro chamado Maria Felipa de Oliveira – Heroína da Independência da Bahia, a professora Eny Kleyde Vasconcelos de Farias  defende que Maria Felipa foi esquecida nos livros de história porque era mulher, negra e pobre e, portanto, foi injustiçada. Entretanto, sua história foi repassada oralmente na ilha de Itaparica, na Bahia. De geração em geração, a imagem da negra alta e forte, que vestia saias rodadas, bata, torso e chinelas foi preservada. 
Sabe-se que Maria Felipa liderou um grupo de mulheres e homens de diferentes classes e etnias e construiu trincheiras nas praias, organizando o envio de mantimentos para o Recôncavo Baiano (região geográfica localizada em torno da Baía de Todos-os-Santos. As principais cidades são: Santo Antônio de Jesus, Santo Amaro, Amargosa, Nazaré, Salinas da Margarida, Cachoeira, Jaguaripe, São Félix, Castro Alves, Maragojipe e Cruz das Almas). Este grupo também organizou vigias nas praias, feitas dia e noite, prevenindo o desembarque de tropas inimigas além de participar ativamente de vários conflitos. Durante as batalhas, seu grupo ajudou a incendiar inúmeras embarcações: a Canhoneira Dez de Fevereiro, em 1º de outubro de 1822, na praia de Manguinhos; a Barca Constituição, em 12 de outubro de 1822, na Praia do Convento; em 7 de janeiro de 1823, liderou aproximadamente 40 mulheres na defesa das praias de Itaparica. Armadas com peixeiras e galhos de cansanção surravam os portugueses para depois atear fogo aos barcos usando tochas feitas de palha de coco e chumbo.

Além da importante liderança, Maria Felipa era simbolo de transgressão de padrões impostos pela sociedade por ser mulher e liderar um grupo armado e, sendo negra e pobre, reivindicar direitos mesmo após o fim da guerra.

Celebrar Maria Felipa é celebrar a importância que as mulheres negras têm assumido nas lutas, mesmo sendo submetidas às piores condições de vida. A existência de mulheres como Maria Felipa na memória negra é prova de que nossa história não será apagada. 

Viva Maria Felipa
Viva as Mulheres Negras



No mês de julho vamos celebrar, conhecer, homenagear 31 mulheres no mês de julho! Sabemos que ainda é pouco, mas será um prazer rever a vida de algumas das nossas inspirações! Billie Holliday, Carolina Maria de Jesus, Elza Soares, Ella Fitzgerald, Chimamanda Ngozi Adichie, Sueli Carneiro, Taiye Selasi, Luiza Bairros… São tantas pretas maravilhosas que iremos homenagear! Não perca!!

Fonte: Carolina Pinho

Anews

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