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Mídia sem Racismo: imprensa negra entra na pauta do governo

Ministra da Seppir, Nilma Gomes e ministro da Secom, Edinho Silva, vão receber comunicadores e representantes das chamadas mídias negras

A inclusão do trabalho das mídias especializadas, que colocam as questões da população negra no centro da produção editoral,  e o aumento da publicidade governamental nestes veículos de comunicação voltarão a ser discutidos no próximo dia 6, quinta-feira, em Brasília, em uma reunião convocada pela Seppir, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Secom, Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Diretor e fundador do Portal Áfricas e da Agência Áfricas de Notícias, Washington Andrade.
Diretor e fundador do Portal Áfricas e da Agência Áfricas de Notícias, Washington Andrade.

Na reunião, que  será conduzida pela ministra da Seppir, Nilma Lino Gomes e pelo ministro da Secom,  Edinho Silva, estarão representantes dos principais veículos de comunicação voltados a questão racial em todo o Brasil. “Nossa expectativa é a melhor possível, acho que desta vez iremos dar um passo importante para o combate ao racismo na mídia”, disse o diretor e fundador do Portal Áfricas e da Agência Áfricas de Notícias, Washington Andrade.

Andrade, que atua no meio há mais de 20 anos,  diz que depois de muitos anos, essa é a primeira vez que a pauta de interesse discutirá questões de manutenção e sustentabilidade destes veículos que ganham cada vez mais importância, neste momento onde se discute a implementação de leis de combate ao racismo, intolerância religiosa e violência contra os jovens negros. “O Ministro Edinho Silva, tem em seu currículo, um trabalho reconhecido em todo Brasil pelo movimento negro no combate ao racismo. Na sua gestão como Prefeito de Araraquara (SP), implementou o ferido de 20 de novembro, a lei 10.639, projetos para saúde da população negra, o conselho das Religiões de Matriz Africanas, o conselho de Igualdade Racial e a Assessoria de Igualdade Racial. Ele fez a primeira parceria entre Prefeitura, movimento negro e NEABs, do Estado de São Paulo; criou a biblioteca Afro, Kabengele Munanga e o primeiro Centro de Referencia afro do Estado de São Paulo entre outras ações”, disse.

O encontro com as mídias negras foi decido, no mês passado em uma reunião entre os ministros, que receberam previamente, as demandas dos comunicadores de mídias negras decididas durante o encontro #MídiaSemRacismo-Diálogo com comunicador@s emídias negras.

A ideia agora  é discutir o fortalecimento efetivo destas mídias, e como a publicidade governamental poderá ser aplicada. Atualmente a situação destes veículos perante o mercado publicitário “é a pior possível”. “Praticamente somos invisíveis aos olhos dos grandes patrocinadores que investem em publicidade no Brasil. Por outro lado as agências de publicidade reforçam nossa invisibilidade em suas ações publicitárias, pois não apresentam aos seus clientes a mídia negra, muito menos,  colocando negros e negras em suas campanhas. Assim não geramos emprego, não podemos crescer e diminui nossa participação nas grandes discussões do nosso pais”, sentenciou Andrade.

Para o empresário, definir um lugar de igualdade destes veículos no mercado de comunicação também é uma ação afirmativa, e merece ser discutido no âmbito das políticas públicas. “È uma das principais etapas no combate ao racismo, através da Mídia Negra, podemos passar uma realidade que a grande mídia esconde ou não tem interesse de divulgar. Damos destaques a negros e negras que em outras meios de comunicação não teria a visibilidade pelos seus trabalhos e talentos. Pautamos em alguns momentos vários meios de comunicação, através de nossas matérias, debates e entrevistas, pressionado assim a grande mídia a destacar temas que ficaria invisíveis para todos. Políticas publicas para mídia negra é democratizar os meios de comunicação, passando a garantir a eqüidade nas ações de governo”, concluiu.

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