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Mulheres Referências no Mundo na Marcha das Mulheres Contra Trump

por Mônica Aguiar colunista do Portal Áfricas
De By Andréa Martinelli por Mônica Aguiar 
“Quando levanto minha mão, estou 
ciente de todas
 as mulheres que ainda estão em silêncio”.


A frase acima pertence ao 
discurso da atriz Viola Davis, uma das famosas presente na Marcha das Mulheres que deu  inicio ao ano de 2018, em Los Angeles, nos Estados Unidos .

“Hoje estou falando não só pelas mulheres do “Me Too” (…)”, disse.


A atriz afirmou que, toda vez que levanta sua mão, fala pelas “mulheres anônimas, as que não têm dinheiro, as que não têm a confiança e as imagens em nossa mídia que lhes deem uma sensação de autoestima suficiente para quebrar o silêncio que está enraizado na vergonha e o no estigma do estupro”.


Viola ainda pediu para que as pessoas pensem no coletivo:


Todo dia, seu trabalho como cidadão americano não é apenas para lutar pelos seus direitos, mas lutar pelo direito de cada indivíduo que está respirando, cujo coração está bombeando e respirando nessa terra.


Natalie Portmanlembrou de como, aos 13 anos, descobriu o que é ser objetivada. Ela afirmou que sofrer “terrorismo sexual” na infância fez com que ela sentisse a necessidade de cobrir seu corpo e ser uma pessoa mais “inibida”.


“Eu entendi muito rapidamente, até mesmo como uma adolescente de 13 anos, que se eu me expressasse de forma sensual eu não me sentiria segura e que homens poderiam se achar no direito de falar sobre meu corpo e objetificá-lo, o que me deixaria desconfortável”, disse.


Scarlett Johansson, em seu discurso, afirmou que as mudanças de comportamento são necessárias para que as próximas gerações não sejam afetadas pelos mesmos problemas como o assédio sexual.


“Avançar significa que minha filha vai crescer em um mundo onde ela não precisa se tornar uma vítima do que se tornou a norma social. A igualdade de gênero não pode existir apenas fora de nós – deve existir dentro também. Devemos assumir a responsabilidade não apenas por nossas ações, mas por nós mesmos”.



Angela Davis fez um apelo  resistência e pediu ao público que se tornem militantes em suas demandas de justiça social, especialmente nos próximos quatro anos.


“Esta é uma Marcha das Mulheres e ela representa a promessa de um feminismo contra o pernicioso poder da violência do Estado. E um feminismo inclusivo e interseccional que convoca todos nós a resistência contra o racismo, a islamofobia, ao anti-semitismo, a misoginia e a exploração capitalista”.

 A Marcha 


Cartazes com frases que marcaram a marcha como “Agarre eles pelas legislativas” e “Essa vagina vota”, as mulheres querem derrotar os republicanos nas eleições legislativas de 2018. Entitulado “Women’s March Anniversary: Power to the Polls” (Aniversário da Marcha das Mulheres: Poder para as pesquisas, em tradução livre), o evento visou mobilizar Las Vegas, em Nevada, já que, segundo o site oficial da marcha, “é um estado crucial para as eleições legislativas norte-americanas” que acontecem em 2018 e porque, recentemente, “foi atingida pelo maior ataque a tiros da História dos Estados Unidos”.

RELEMBRANDO

Em 2017 ocorreu a primeira marcha das mulheres contra Trump que contagiou o movimento feminista ao redor do mundo e o início do movimento #MeToo em Hollywood . 

Desde então, segundo a Vox, as organizadoras da marcha original adotaram uma abordagem ampla, produzindo eventos em parceria foco em justiça racial, deficiência e direitos LGBTQ.

Segundo os organizadores, em 2017,   milhões de pessoas marcharam por todo o país para mostrar a insatisfação com a agenda ultraconservadora do novo presidente e como uma nasty woman (mulher desagradável, em tradução livre) realmente se parece.
Nos Estados Unidos, diferente do Brasil, o voto não é obrigatório. Segundo a ONG Emily’s List, que promove a participação das mulheres na política, desde a eleição presidencial de 2016, 25.000 mulheres procuraram seus escritórios com a intenção de disputar algum cargo.

Fotos : Internet
Fontes: huffpostbrasil/Geledes/cartacapital/elpais


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