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Representantes de terreiros de Salvador discutem sobre defesa da liberdade de culto

Hoje, no Teatro Dona Canô (Santo Amaro), às 14 horas, na abertura do Bembé do Mercado, o advogado e ex-secretário da Justiça de São Paulo, Hédio Silva Jr, falará sobre “Defesa dos Povos de Terreiro, pela Liberdade de Culto, Preservação do Patrimônio e pelo Racismo Religioso”. Amanhã o encontro é em Salvador, no MAB.

Agência Áfricas de Notícias – por Claudia Alexandre

Reunidos em duas plenárias, marcadas para os dias 10 e 11 de maio, representantes de casas de cultos afro-brasileiros em Salvador vão discutir possíveis intervenções junto ao STF (Supremo Tribunal Federal), que está prestes a julgar a legalidade do abate religioso por terreiros do Rio Grande do Sul. O jurista que defende o caso, Dr. Hédio Silva Jr, autor de parecer técnico entregue pessoalmente ao ministro do STF, Marco Aurélio Melo, participa como convidado dos encontros, que estão sendo articulados pelo coletivo Gestão e Salvaguarda de Terreiros.

Na quarta-feira, dia 10, às 14, a reunião será no Teatro Dona Canô, em Santo Amaro da Purificação, região do Recôncavo, como parte da programação do Bembé do Mercado, o maior candomblé aberto do Brasil, realizado há 128 anos na cidade. Na quinta-feira, dia 11, a plenária será às 17 horas, no auditório do MAB, no Corredor da Vitória.

Em Salvador o ato reunirá uma comissão de terreiros tombados. Confirmaram presença na reunião representantes dos terreiros: Ile Axe Iya Nasso Oka – Terreiro Casa Branca; Ile Omi Axe Iyamasse – Terreiro de Gantois; Manso Banduquenque- Terreiro Bate Folha; Ile Oxumare Araka Axe Ogodo – Casa de Oxumare; Terreiro Tumba Jun sara; Terreiro do Ntumbesi; Ile Axe Opo Afonja; Ile Maioralaji; Terreiro Alaketu; Terreiro do São Jorge da Gomeia; Omo Ile Agboula; Ile Odo Oge – Terreiro Pilão de Prata; Nzo Nguzo Za Nkisi Dandalunda Ye Tempo – Terreiro Mokambo.

Além do caso do Rio Grande do Sul, Dr. Hédio também defende o processo que tramita no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em que a Prefeitura e a Câmara Municipal de Cotia querem proibir o abate religioso nos terreiros da cidade.

Para Dr. Hédio, nos dois casos estamos diante de declarada perseguição, em atos de intolerância religiosa e racismo religioso, contra as religiões de matriz africana.

. Claudia Alexandre

Jornalista, radialista especialista em Gestão de Eventos; especialista em Ciências da Religião. É autora dos livros “Vai-Vai – Orgulho da Saracura”(2003) e “Na Fé de Vivaldo de Logunedé – Um pouco do Candomblé na Baixada Santista”. Foi comunicadora da Radio Transcontinental FM (SP) e Comentarista do Carnaval de São Paulo (Canal Viva). É apresentadora do Programa Papo de Bamba).

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