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Representantes de Religiões Afro exigem direito de resposta contra TV Record

TRF julgará direito de resposta das Religiões Afro-brasileiras contra TV Record

Audiência acontecerá no dia 14 de dezembro, no prédio do Tribunal Regional Federal e será acompanhada por representantes das religiões de matriz africana

Agência Áfrias de Notícia – por Claudia Alexandre 


Os advogados Jader Freire, Hédio Silva Jr. e Antonio Basílio (esq/dir.) defendem direito de resposta contra TV Record​

 São Paulo – No dia 14 de dezembro, quinta, às 14h, o TRF – Tribunal Regional Federal julgará o recurso solicitado pela Rede Record contra a sentença que assegurou 16 horas de direito de resposta às Religiões Afro-brasileiras.

Os advogados Dr. Hédio Silva Junior, Dr. Antonio Basílio Filho e Dr. Jader Freire de Macedo Junior farão suspensão oral em nome da CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades e da INTERCAB – Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira, autores da ação contra a emissora, que promoveu ofensas contra as religiões de origem africanas, veiculadas no programa “Mistérios” e “Sessão de Descarrego”, que usavam termos pejorativos para se referir às religiões, como: mãe de encosto, demônios, espíritos do mal, bruxaria e feitiçaria, além da palavra macumba, em contexto discriminatório e preconceituoso. Os juristas têm atuado em diversos casos de crime de injúria racial e religiosa, além defenderem processos para assegurar os direitos da liberdade dos cultos de matriz africana em todo o Brasil. 

O TRF fica na Avenida Paulista, 1842, Torre Sul, 16o andar, sala de sessões da 6a. turma e a audiência será aberta para que praticantes das religiões afro-brasileiras compareçam e façam parte da luta para que o Tribunal mantenha a sentença e garanta o direito de resposta imediatamente.

DR. HÉDIO SILVA JR. é advogado e ativista histórico. Foi secretário da Justiça do Estado de São Paulo e é um dos mais respeitados  defensores da cultura e das religiões de matrizes africanas. Em 2016, foi homenageado com o Troféu Asé Isesé (A força dos nossos ancestrais) conferido pelo Centro Cultural Africano à lideranças religiosas e personalidades públicas que se destacam na luta contra a intolerância religiosa. 

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